das barracas

O mundo é a barraca (mal) a(r)mada.

diário de bordo, sete mil

. Estado da nação: pedra-pomes a 4,79€
. Confere: chorar faz bem, principalmente quando temos sono
. De boas acções está o inferno cheio - se isto parece da porta para fora, não, é cá dentro de casa

nada sabemos

> cansei de ser sexy

cretina

Cretina (Inês Moura)
https://c-r-e--t--i-n-a.tumblr.com
https://instagram.com/_cretina_

acima das nossas possibilidades

'this is not where you last knew rest'

Tirei um melro da berma da estrada ainda vivo. Senti-lhe o corpo quente, as pena macias, o coração assustado. Entre a vida e a morte, quis colocá-lo num lugar mais digno, mais dele. Assisti à sua morte - e não estava preparada, eu sabia-o. Ironicamente, hoje trazia um vestido com pássaros estampados.

Há coisas que nos marcam para sempre.
Esta será uma delas.

o meu coração, um equinócio



Não saberei dizer muito mais do que isto.

Os meus avós paternos não tinham electricidade, comíamos à luz da candeia. Alentejo.
Lembro-me de estar à mesa com essa luz ambiente, de chegar mal ao prato por ser pequena e, almoço ou jantar a luz da candeia estava sempre acesa porque a divisão não tinha janela, no entanto, lembro-me de ser jantar. E de ter a nítida ideia de que, sim, aquele era um amigo que mais ninguém via, o Poupas, mas que existia na televisão - estranho. Nesse dia, verbalizei isto e ninguém percebeu.
Não tinha mais do que 4 anos.

Obrigada ao E. por me ter mostrado este vídeo.
Por agora, não consigo verbalizar mais nada - é demasiado.

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aos olhos de



uma criança de 4 anos e meio.

Pela N., Junho 2019

uma passagem

Acabei de perceber que sempre tive muito presente, desde pequena, o barulho do comboio ao longe; os vagões pesados sob o ferro, pela noite adentro, por exemplo. E emociono-me -  é rara a vez que me descubro com tamanha lucidez.

o estado da arte




http://banksy.co.uk/shows.asp

PRODUCT RECALL - Art of Banksy
Members of the public should be aware there has been a recent spate of Banksy exhibitions none of which are consensual. They‘ve been organised entirely without the artist's knowledge or involvement. Please treat them accordingly.


Tomei de assalto o site de Banksy para fazer valer a minha opinião que é, no fundo, a do próprio.

flores da calçada, de pedro serpa

O Pedro Serpa, pessoa muy bonita que me ajudou a montar a zine, tem de momento no forno Flores da Calçada, compilação em livro do seu lindo trabalho fotográfico, entre 2014 e o ano presente. Os seus maravilhosos desenhos de luz podem ser vistos aqui, e aqui, e aqui.

Está, assim, a decorrer uma campanha de crowdfunding para que possa vir ao mundo este belo rebento.
Vamos a isso?

tinham



Este poema.

sinal de alerta

A claridade coroa-se de cinza, eu sei:
é sempre a tremer que levo o sol à boca


Eugénio de Andrade

mitologia



O que vês desse lado é uma afirmação.

http://patriciaisabelricardo.com/mitologia

total ficar total



Segue para o 100, ou volta ao início?
Há perguntas, às quais não há alternativa, que são elas mesmas um mistério.

mpagdp

Há um ano, acontecia isto.
Há coisas que não se explicam.

s/ título



Há demasiadas, mas nunca suficientes, vidas atrás.
A cara por detrás disto tudo, porque também (me) é preciso.

© Nuno Santos

maré vaza



Esta vaza poderia ser um género de reflexo, mas não - é outra cousa qualquer.

Maré alta aqui.


prólogo

PRÓLOGO

A poesia é para se ser livre. Não é estanque. Não existem academias ou falsas humildades. Falsas volúpias. Não está na escola ser-se o que não se é. Não devia. O útero do papel no limite, não é formal. É gravidez. É Luz.

A liberdade não é, portanto, formal. É digna mas não é formal. E este útero de que falo, é livre.

Os poemas, a escrita, estão sempre correctos desde que se pareçam com borboletas passando as asas na nossa pele.

A poesia é uma borboleta. Atentíssima. Está na origem dos jardins, da fruta quieta na árvore, das flores desassossegadas. Está na liberdade do voo dos pássaros. Não termina nunca.

O fim do mundo é, só por si, um poema lindo.

É para se ser livre. Para se ter espaço.

A poesia não analisa nada. Realiza, constrói e destrói. Mata.

Estrelas a mais barrando a subida – pouca gente lhe chega.

A minha posição em relação a ela, é a de um animal submisso. Ela toca-me e abro as mãos, estendo os braços. Abro os olhos. Sou a águia. Vejo tudo. Respiro. Voo. Caço.

É para ser livre. Ela caminha soberba. Não é o paraíso.

A poesia é a mais ilustre e verdadeira ave de rapina.


em Catapulta, de Patrícia Baltazar


[roubei à página o poema ensina a cair - ainda]

*



A nascer um trabalho/ projecto dentro do... trabalho.
Para breve.

teorema de desconforto emocional

Ensaio i.

Desajustado, descosido, descolorado, calado, caiado, desmaiado, demasiado, sôfrego, murmurado, cimentado, pardacento, datado, perdido, desmesurado, dolorosamente pesado, catastrófico, duvidoso, divino, líquido, sólido, gasoso, existente, inexistente, excedente, ao rubro, ao lado, saudoso, conciso, com ruído, encarrilhado, axadrezado, amplificado, acumulado, de sobra, de soslaio, de sobressalto, desdobrado, amarrotado, amargurado, desenvolto, duplicado, mastigado, memorizado, ocultado, oculto, encarnado, a toque, a repique, agrafado, desordenado, embrulhado, salgado, regulado, partido, colado, em silêncio, em repouso, ao de leve, de mansinho, arejado, danado, tramado, cantado, escrito, dito, quiçá pintado, azul cristalizado.

teorema de desconforto emocional

Ensaio iv.



+ http://patriciaisabelricardo.com/teorema-de-desconforto-emocional

teorema de desconforto emocional

Ensaio ii.





Ensaio iii.
      


http://patriciaisabelricardo.com/teorema-de-desconforto-emocional

a rodopiar com marianne



Deixou de ser uma questão de perspectiva, mas sim de narrativa.
E de cor. E portanto, imaginemos.

http://patriciaisabelricardo.com/a-rodopiar-com-marianne

reflexo

Que não sabia que era fundo que se via.

No fundo,
pelo fundo,
ao fundo.

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