que não vos falte nada - e a mim também não
Uma linha, em linha, com o comboio
Estela
A rodopiar com Marianne
2
Teorema de desconforto emocional
`
Prometi a mim mesmo
explorar o meu vazio
o espaço que ocupo
e não ocuparei
mas continuo à espera
à espera
Ron Padgett
explorar o meu vazio
o espaço que ocupo
e não ocuparei
mas continuo à espera
à espera
Ron Padgett
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biblioteca,
poemário
um homem feliz
Já vendi o orgão [anúncio que deixará de existir] mas não um órgão - até ver.
A uma das pessoas mais humildes que poderia ter encontrado em muito, muito tempo.
Bombeiro, uma filha - o resto da estória vou guardá-la comigo.
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p.
estudos para um salão de baile
Que no fundo, é também uma questão de perspectiva
e o mesmo que dizer, sem exclamar, finalmente.
noite/ fóssil, pt 2
A noite luz, o fóssil presente.
A perspectiva.
Versão um aqui.
+ http://patriciaisabelricardo.com/noite-fossil-pt-2
quando encontras nas palavras de outros, as tuas
I’m a writer, and everything I write is both a confession and a struggle to understand things about myself and this world in which I live. This is what everyone’s work should be...whether you dance or paint or sing. It is a confession, a baring of your soul, your faults, those things you simply cannot or will not understand or accept. You stumble forward, confused, and you share. If you’re lucky, you learn something.
Arthur Miller
*apesar de cabrão... todos os loucos são maus, todos os bons são loucos; bem, não interessa
*apesar de cabrão... todos os loucos são maus, todos os bons são loucos; bem, não interessa
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neighborhood
10 de junho
Estava aquém,
chorava na plataforma do comboio
e tinha de frente a cura
a verde.
chorava na plataforma do comboio
e tinha de frente a cura
a verde.
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p.
diário de bordo, três mil e cinco e meio
. Tem sido assim: fico cansada logo de manhã, após o banho; a seguir a isso, todo o meu dia é um sacrilégio, toda a interacção com o mundo exterior é dolorosa - se isto vai passar, não sei, esperemos que sim
. Nova regra: falar sempre no plural - eu e os meus fantasmas
. Quase a deixar o instagram - se por um lado lamento, por outro, não lamento grande coisa
. Viva à música, ao cinema e ao teatro - obrigada por me salvarem a vida todos os santos dias
. Vivam os livros em 2ª mão que têm tantas estórias... quão humano e glorioso é encontrar, nestes diamantes em bruto, convites de casamento, botões, cartões, caixas de medicamentos, facturas de hospital, cartas d'amor, pequenas notas, grandes notas, confissões, uma vida inteira
. Obrigada ao meu pai (e à minha mãe) pelo ensinamento; é assim que a gazela juvenil consegue sobreviver na savana
. Nova regra: falar sempre no plural - eu e os meus fantasmas
. Quase a deixar o instagram - se por um lado lamento, por outro, não lamento grande coisa
. Viva à música, ao cinema e ao teatro - obrigada por me salvarem a vida todos os santos dias
. Vivam os livros em 2ª mão que têm tantas estórias... quão humano e glorioso é encontrar, nestes diamantes em bruto, convites de casamento, botões, cartões, caixas de medicamentos, facturas de hospital, cartas d'amor, pequenas notas, grandes notas, confissões, uma vida inteira
. Obrigada ao meu pai (e à minha mãe) pelo ensinamento; é assim que a gazela juvenil consegue sobreviver na savana
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finitto
To erase the possibility of empathy is also to erase the possibility of art. Theater, fiction, horror stories, love stories. This is what art does. Good or bad, it imagines the insides, the heart of the other, whether that heart is full of light or trapped in darkness.
em The Art of Asking, de Amanda Palmer
em The Art of Asking, de Amanda Palmer
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biblioteca
cartas inéditas
Feldafing (Baviera), 17 de Agosto 1994
Meu Caríssimo José,
Cá estamos, desde há quinze dias, nesta Alemanha de sonhos e ex-pesadelos. O sonho está em frente à janela, e o lago 1 onde se afogou o sonhador wagneriano mais conhecido por Luís de Baviera. O ex-pesadelo, esperemo-lo, fica a uns trinta kilómetros d'aqui e chamou-se, chama-se, Dachau.
(...)
Mas como tu já escandalizas por fora talvez faças bem em não forçar a dose, escandalizando por dentro.
(...)
A propósito de 'Diário'. Estou aqui, em princípio, com a obrigação moral - via Annie e amigos - de me "diarizar", ou antes, de apanhar os cacos de mim mesmo que ao longo dos anos - e seriam vida se a minha o fosse - fui deixando por agendas e caderninhos. Mas não é certo que leve esta cruzada por contra de outrem, que me quer mais do que a mim mesmo, a bom porto.
(...)
Remexer em cinzas de há meio século ou apenas dez anos, é ficar com os dedos, ou mais certeiramente, com a boca a saber a cinza. E o mais chato é, sobretudo, verificar, como certas pessoas - nós todos? - glosamos sem nos darmos conta, como se os acontecimentos exteriores, mesmo os importantes, nada de especial alterassem, as mesmas obsessões, os mesmos sonhos, ilusões, decepções. E o pior é descobrir que até os termos, as fórmulas, são, tantas vezes, os mesmos. Como invejo os criadores, os que ficcionam realmente a realidade, como tu, que em vez de recolher, com a maior bondade do mundo, apenas a fixam (?) de si mesmos. Não insisto para não me desencorajar mais do que já é meu hábito. E para não continuar uma música que sei de cor e se parece muito com um 'alibi'.
(...)
Eduardo
-
Lanzarote, 12 de Setembro de 1994
Meu querido Eduardo,
Cansei-me de dizer que os 'Cadernos' não aspiravam a mais que a fixar a passagem do tempo: podiam ser, por exemplo, uma gravação de vídeo, mas sendo eu tão pouco dotado para as artes da imagem (uma máquina fotográfica terá que ser automática se quiser entender-se comigo), e tendo algum jeito para a escrita, pareceu-me que não iria infringir nenhuma regra de comunicação escrevendo um diário sem mais pretensão que essa mesma: reter os dias, fotografá-los (em todo o caso não automaticamente), para poder voltar a eles quando me apetecesse e ter assim a ilusão de haver vivido muito. E essa é realmente a impressão que recebo quando releio o que escrevi então e vou escrevendo agora: que a memória entregue a si mesma, não retém quase nada do que acontece. E nem sequer vale a pena argumentar que retém quase nada do que mais importa, porque bem sabemos que não é assim.
(...)
Eu sou o serralheiro mecânico que quis ser escritor e conseguiu sê-lo. Não te esqueças disso nunca. Quando alguém um dia disse a Mário Soares que o Memorial era um bom livro, ele perguntou: 'E como é que o Saramago escreveu um livro bom?' Sim, como raio é que eu poderia escrever um bom livro, mesmo bom não sendo? O nó cego da minha relação com os intelectuais portugueses é aqui que está, querido Eduardo. E não falo de ti, crê-me. Não confundo um sentido crítico, que se expressa no momento certo, com animadas versões latentes ou manifestas que não escolhem ocasiões nem pretextos.
Fico feliz por teres posto finalmente mãos num trabalho de que todos estávamos à espera. Não te invejo a sorte. Vais sofrer muito em cima desses papéis. Mas deixa lá, é para o nosso bem.
(...)
José
Cartas trocadas entre José Saramago e Eduardo Lourenço,
publicadas no Jornal de Letras (número 1252) de 26 de Setembro de 2018
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neighborhood
o m d l
O Mundo do Livro - e seu livreiro, João Rodrigues Pires, que completou 100 anos.
O artigo aqui.
O artigo aqui.
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neighborhood
a viagem não chega, agradecimento
Vem com atraso, mas é sincero.
M, L & P, M & P, A, A, T, P, R, I, E, B, A, S, A, A*, H*, G, R, B, N.
Estas foram as pessoas a quem o livrinho chegou. Muito obrigada a todos.
Quando o tenham tido na mão, espero que vos tenha dito tanto quanto a mim me disseram as imagens assim que as vi.
Nada é estanque, nada chega, até que chegue.
Um abraço,
Patrícia
*por entregar
M, L & P, M & P, A, A, T, P, R, I, E, B, A, S, A, A*, H*, G, R, B, N.
Estas foram as pessoas a quem o livrinho chegou. Muito obrigada a todos.
Quando o tenham tido na mão, espero que vos tenha dito tanto quanto a mim me disseram as imagens assim que as vi.
Nada é estanque, nada chega, até que chegue.
Um abraço,
Patrícia
*por entregar
horácio, o pavão

Um pavão com sete vidas, como os gatos.
Tenho a máquina velhinha, as fotografias ficaram com má qualidade, não sei ao certo porquê - fica a intenção.
+ http://patriciaisabelricardo.com/horacio-o-pavao
o que é um bom lugar?
O que é um bom lugar? Um bom lugar seria onde se pudesse pousar a cabeça. Assim, por cima dos braços. Um bom lugar é aquele temos, é aquele que tivemos; o futuro, esse, logo se vê. Para quem acredite. Um bom lugar é ele próprio, ou outro qualquer, longe de si. Um bom lugar é um lugar, se o quisermos ser; não temos, sequer, que ser alguma coisa. Pode ser uma janela aberta, um lençol derrangado, uma tigela vazia. Um bom lugar pode ser e não existir, ou então existir tanto e desaparecer por completo; transparente, talvez? Um bom lugar é bom se for lugar, se não for deixa de ser bom, só porque sim. Um bom lugar é lugar e é bom ao mesmo tempo, ou nenhum, também, se nos apetecer; se estiver sol e formos comer um gelado. O que é um bom lugar? Um bom lugar tem tudo para ser um bom lugar, só lhe faltam os violinos, as garças e o pôr-do-sol; a um bom lugar só lhe faltam as concertinas, aquelas, que rompem as águas para nascermos - e olha, nascemos tão bem, em choro.
hello darkness my old friend
O melhor do meu dia*, para além de me ter conseguido levantar de manhã, foi trocar carinho com uma cadela chamada Luna.
*ainda não acabou, mas como diria o outro let's call it off
*ainda não acabou, mas como diria o outro let's call it off
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p.
dos princípios básicos
Há-de haver alguém que me perceba sem que eu tenha que me explicar.
Paulo Kellerman
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quem se interesse por sociologia
Student resources + lecturer resources
+ http://politybooks.com/giddens7/home.asp
+ http://politybooks.com/giddens7/home.asp
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neighborhood
iv
«I trusted them, Neil», I said, feeling a lump growing in my throat. «I guess the point is, there is no trust without risk. If it were EASY... I mean, if it was all a guaranteed walk in the park, if there wasn't a real risk that someone would cross the line... then it wouldn't be real trust. Now I know it's real.»
(...)
em The Art of Asking, de Amanda Palmer
(...)
em The Art of Asking, de Amanda Palmer
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iii
Effective crowdfunding is not about relying on the kindness of strangers, it's about relying on the kindness of your crowd.
em The Art of Asking, de Amanda Palmer
em The Art of Asking, de Amanda Palmer
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ii
This is the essence of crowdfunding.
It's about finding your people, your listeners, your readers, and making art for and with them. Not for the masses, not for the critics, but for your ever-widening circle of friends. It doesn't mean you're protected from criticism. If you lean out that window and shout down to find your friends, you might get an apple chucked at your head. But if your art touches a single heart, strikes a single nerve, you'll see people quietly heading your way and knocking on your door. Let them in. Tell them to bring their friends up. If possible, provide wine.
em The Art of Asking, de Amanda Palmer
It's about finding your people, your listeners, your readers, and making art for and with them. Not for the masses, not for the critics, but for your ever-widening circle of friends. It doesn't mean you're protected from criticism. If you lean out that window and shout down to find your friends, you might get an apple chucked at your head. But if your art touches a single heart, strikes a single nerve, you'll see people quietly heading your way and knocking on your door. Let them in. Tell them to bring their friends up. If possible, provide wine.
em The Art of Asking, de Amanda Palmer
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i
Brené Brown writes:
In a 2011 study funded by the National Institute on Drug Abuse, researchers found that, as far as the brain is concerned, physical pain and intense experiences of social rejection hurt in the same way... Neuroscience advances confirm what we've known all along: emotions can hurt and cause pain. And just as we often struggle to define physical pain, describing emotional pain is difficult. Shame is particularly hard because it hates having words wrapped around it. It hates being spoken.
em The Art of Asking, de Amanda Palmer
In a 2011 study funded by the National Institute on Drug Abuse, researchers found that, as far as the brain is concerned, physical pain and intense experiences of social rejection hurt in the same way... Neuroscience advances confirm what we've known all along: emotions can hurt and cause pain. And just as we often struggle to define physical pain, describing emotional pain is difficult. Shame is particularly hard because it hates having words wrapped around it. It hates being spoken.
em The Art of Asking, de Amanda Palmer
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isto diz-me muito - não vou explicar porquê
Não era só um cão. A dor na perda de uma companhia animal
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