domingo, 21 de abril de 2019

mas o quê

M A S O Q (vai recomeçar, e ainda bem)
https://masoq-almeirim.blogspot.com

se eu fosse uma resposta

Desde quando sentiu necessidade desse isolamento?

GMT: Desde sempre que tenho a necessidade de ter um mundo próprio.

(...)

Fico horrorizado, e ao mesmo tempo surpreendido, com as pessoas que conseguem estar sempre viradas para fora, para os outros, que conseguem ser só exterior. Sempre me pareceu que a sanidade mental do indivíduo depende muito desse tal mundo próprio que cada um tem. A vida é caótica, é perigosa, é dura, às vezes a pessoa está doente, às vezes tem um familiar doente, a morrer. Acho interessante que no meio dessa dureza alguém coleccione autocolantes, imagens de flores, não sendo eu coleccionador. Num olhar funcional pode dizer-se que é um disparate. A vida é urgente, a vida exterior é urgente, precisamos de agir. Mas por outro lado há um esconderijo, e é nesse mundo paralelo que a pessoa também vai construir a sua identidade. Se eu tiver um dia sempre virado para fora, nunca estando sozinho, sinto que o dia não existiu, o que é estranho. Por outro lado, sinto-me sugado na minha energia. Tenho uma necessidade desse silêncio, desse isolamento. Neste século XXI, e nas grandes cidades, deveriam ser direitos básicos o estar sozinho e em silêncio e o estar desligado. Parece que não há confiança na capacidade de resistir à própria tristeza, à melancolia, à nostalgia, ao aborrecimento.

(...)

Aprendeu cedo a lidar com essa angústia?

GMT: A vida às vezes é complicada quando se está perto de pessoas doentes, quando nos obrigamos a pensar sobre sobre o que faz sentido. Um livro que me marcou muito, que li aos 18 anos, foi "Cartas a Lucílio", de Séneca. Hoje, só leio quase filosofia. Um filósofo não é aquele que sabe nomes e datas. É aquele que vive sabendo que vai morrer; e isso para mim é determinante e vem da leitura de Séneca. Há muita gente que vive como se fosse imortal, que não quer pensar na morte. A ideia de que vamos morrer não é tenebrosa. Dá sentido a tudo. Dá peso às decisões. Qual era a intensidade luminosa de uma vida imortal? Uma vida imortal não teria importância nenhuma. Séneca colocava essas questões: vamos morrer, e o que é que temos de fazer antes de morrer? A morte nivela as coisas, dá uma hierarquia. Um acontecimento menos bom, que nos deixa desorientados, quando comparado com a morte dá-nos o peso exacto das coisas. Quando penso "por enquanto estou vivo" é o confronto com a morte que dá alegria à vida.


Entrevista a Gonçalo M. Tavares, por Cristina Margato,
para a Revista Expresso de 6 Abril 2019

sexta-feira, 19 de abril de 2019

invenção

O mundo é uma "virgem ofendida", seja lá o que isso signifique.

quinta-feira, 18 de abril de 2019

sabedoria

There is a difference between simply "being able to ask" and "ask gracefully".
Sometimes asking gracefully means saying less.
Or saying nothing.
You can move your mouth to ask, but what is the rest of your body saying? What is the message behind the words? Everybody knows how it feels to be asked in a way that creates discomfort, wether the asker is a drunk homeless person on a street corner or the naked person in bed beside you.
'Can we have sex? It's been a month'
'Could you spare any change?'
Both can be asked with a sense of trust and graciousness, or with a sense of force and gracelessness.
Anthony once told me: 'It isn't what you say to people, it's more important what you do with them. It's less important what you do with them than the way you're with them.'

em The Art of Asking, de Amanda Palmer

quarta-feira, 17 de abril de 2019

terça-feira, 16 de abril de 2019

que chegue, sim *

A linda Inês, sempre, sempre, sempre.
Abraço (prolongado) de volta e: obrigada.

o pedro



Mais aqui.

o meu nome

É impressão minha, ou ouvi uma estranha simpática dizer tem a mala aberta, Patrícia?
Claro que não.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

a viagem não chega, defeitos

De uma amadora, de uma insegura e, não obstante, de uma pensante... A auto-análise: defeitos. O drama, o horror, a tragédia.

informação útil

Pareço uma miúda de cada vez que apanho o Jurassic Park (1993) na televisão.
Sem-pre.

final de tarde

1.




2.




3.



(som alto para ouvir... os pássaros)

through space, i fell

domingo, 14 de abril de 2019

a viagem não chega, envios



Muito, muito obrigada a todos.

diário de bordo, pt 2

. Acho que tenho as mãos da minha mãe e isso enche-me de felicidade; a minha mãe nas minhas mãos, as minhas mãos com a minha mãe
. 9 meses depois, ideia concretizada: a viagem não chega

sábado, 13 de abril de 2019

a viagem não chega

A viagem não chega
por patrícia ricardo

Edição muito limitada de 20 exemplares
Escrito e assinado à mão

4,50€ por correio (inclui portes) mediante transferência bancária
4€ em mão (entrego na margem sul do Tejo e Lisboa)





Feito com os chamados low budget e a low cost. Para além da característica movimento das próprias fotografias e, portanto, o desfoque, o facto de não ter sido uma impressão aconselhada para imagem, faz com que este pequeno livrinho tenha características muito próprias e não muito bem vistas, talvez, para a maioria dos designers, fotógrafos, tipógrafos e outros que tais que por aqui passem. Começando pela impressão e acabando no corte.

No entanto, e o mais importante, é que para mim acabou por fazer todo o sentido que assim tenha resultado. Identifico-me e revejo-me neste processo totalmente cru e faz-tu-mesmo (do it yourself) desde os primórdios do meu caminho; aqui, acabou por acontecer um casamento bonito entre o desfoque das imagens e a qualidade do conjunto. Nada disto faz com que o considere menos válido, pelo contrário.

Não obstante, e como escrito no mesmo, grata pela simpatia que já conhecia da Jacinto Cravo Centro de Cópias (no centro comercial da Amora - vivam os anos 90!) e ao Pedro Serpa pela preciosa ajuda na paginação deste que veio a ser depois uma pequena miniatura.





Este post também aqui.
*e as peles das unhas ruídas?

sexta-feira, 12 de abril de 2019

v

There's a difference between wanting to be looked at and wanting to be seen.
When you are looked at, your eyes can stay blissfully closed. You suck energy, you steal the spotlight. When you are seen, your eyes must be open, as you are seeing and recognizing your witness. You accept energy and you generate energy. You create light.
One is exhibitionism, the other is connection.
Not everybody wants to be looked at.
Everybody wants to be seen.

em The Art of Asking, de Amanda Palmer

quinta-feira, 11 de abril de 2019

#130



Apresentação final do Curso Progressivo Animateatro, a acontecer em Maio.

Estas e outras imagens aqui.

buraco negro



Katie Bouman, a mulher que transformou o mundo, de uma forma ou de outra, em 2019.
Roubei-lhe a fotografia, como não?

quarta-feira, 10 de abril de 2019

la vie

minuta

[fotografia]

Dois
versos.

> relicário



Jim Jarmusch

© Wim Wenders

para registo e futuro

Black Hole Image Revealed for First Time Ever

terça-feira, 9 de abril de 2019

olhos vendados

O mundo é uma roleta russa; o salve-se quem puder.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

mapas



Uma bela entrevista ao autor, sobre este livro, aqui*.

[terás tido alguma coisa a ver com esta capa, Pedro?]



*Há alguma coisa de fascinante nos escritores narcisistas porque a sua sensibilidade em relação a si próprios é tão grande que é como se eles fossem duas pessoas ao mesmo tempo — o escritor e a pessoa com quem estão em comunhão. Mas, para mim, nos grandes escritores, a sensibilidade em relação a si próprios extrapola para o resto do mundo e para outras pessoas. E porque podem imaginar o seu próprio sofrimento, conseguem imaginar o dos outros. Acho que os grandes escritores não precisam de ter passado pela mesma experiência, porque têm a capacidade de imaginar o sofrimento, têm uma mente que lhes permite imaginar a dor de outra pessoa, mesmo que seja tão diferente como perder alguém querido ou o trauma da guerra. Para mim, é isso que constitui a metafísica e a capacidade de um escritor. É o que faz um escritor, é a peça central.

diário de bordo

. Tenho-me debatido com o grande mistério da vida humana: a morte
. A bondade deveria ser uma das características chave de cada indivíduo
. É certo: o teatro preenche-me
. O cinema e a música também, cada vez mais
. Adoro cães, desde sempre e para sempre
. Tenho tentado repousar o coração relativamente à minha revolta constante para com o mundo
. No seguimento do ponto acima, e pelo contrário, nunca serei imune ao mesmo
. Eu e os meus pais, uma ligação cada vez mais compreendida; a idade e a sabedoria, um casamento feliz
. Sou, honestamente, as imagens que faço
. Face ao ponto acima, a honestidade tem sido uma arma de arremesso
. Sem descaracterizar o seu conceito, uma fotografia é uma imagem e uma imagem é uma fotografia; isto era uma pergunta, deixou de o ser

diário de internet (e não só)

. A PJ Harvey com novas músicas - a PJ Harvey como banda-sonora, literalmente
. Casa Estúdio Carlos Relvas, na Golegã
. Caminhos do Médio Tejo, porque nunca é demais
. AEPGA, que significa Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino
. Projecto Focinhos Brancos, divulgação de animais exclusivamente idosos
. Grupo Lobo

domingo, 7 de abril de 2019

jane goodall, pt 2



Obrigada.

jane goodall



Obrigada.

*

sábado, 6 de abril de 2019

o importante

(um pouco) sobre a minha mãe

amanhã há piquenique

em Viana do Castelo.
Tudo sobre o mesmo aqui.

Como chove, irá ser na AIMinho Associação Empresarial.
Pelas 11h.

Eu não posso, mas quem possa...
É ir a Viana!

quarta-feira, 3 de abril de 2019

rugas

São o impasse dos corajosos.
E outros, daqui em diante.

da série "o estado da nação"



© Oliver Jeffers

terça-feira, 2 de abril de 2019

> relicário



E.U.A., sem data

© Vivian Maier

sobre faróis

segunda-feira, 1 de abril de 2019