Ainda trago comigo, juntamente com todas as outras, as chaves da casa onde vivi em Lisboa, nos Anjos, mesmo no centro da Almirante Reis. Que juventude, que privilégio, que pérola essa que não foi aproveitada porque foi o que tinha que ser, como tinha que ser, e o que podia ser, possivelmente. Eu só acho é que deva dar graças a. Ao quê? Ao ter conseguido chegar até aqui. Com chaves, sem chaves, cansada, é certo, mas viva - continuo a conseguir respirar; ainda.