terça-feira, 27 de agosto de 2019

*

domingo, 25 de agosto de 2019

lá fora, cá dentro

Finalmente vi luz.
Já não me lembrava.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

estudos do meio

Ninguém nos disse para apontarmos para o céu
Ninguém proferiu as palavras 'por favor'
Até para isso são precisos dois
E eu já não sei contar

Vou dormir
Nada é mais transversal que a noite.

domingo, 18 de agosto de 2019

a lamechice é uma parvoíce pegada



Acabei de encontrar isto nos confins do computador com a data de 31 de Janeiro de 2011.
A lamechice continua a ser uma parvoíce pegada, ou não - para bem dos meus pecados.
Não me lembrava disto. Nunca viu a luz do dia, vê agora.

sábado, 17 de agosto de 2019

> cansei de ser sexy

the wind rises



The Wind Rises (2013), Hayao Miyazaki

*versão em inglês

17 agosto 2019

Hoje é dia Internacional do Animal Abandonado.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

adenda



Broken Porcelain Sculpture

© Bouke De Vries


Even if you are broken you still can be a piece of art in another form.
Rasha Kamil

> relicário



Mamma Photo Bomber, 2014

© Tony Luciani

> relicário



© Ossian Brown

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

há verdades incalculáveis, pt 2

O amor é um pássaro verde num campo azul no alto da madrugada.
escrito aos 9 anos, por Vitor Barroca Moreira

domingo, 11 de agosto de 2019

há verdades incalculáveis

A 22 de Dezembro de 2015 escrevi que...
O sol também se põe de noite, sempre às horas certas.

sábado, 10 de agosto de 2019

~

I don't ever expect to be reunited with Carl. But, the great thing is that when we were together, for nearly twenty years, we lived with a vivid appreciation of how brief and precious life is... Every single moment that we were alive and we were together was miraculous...not miraculous in the sense of inexplicable or supernatural. We knew we were beneficiaries of chance... That pure chance could be so generous and so kind... That we could find each other...in the vastness of space and the immensity of time... The way he treated me and the way I treated him, the way we took care of each other and our family, while he lived. That is so much more important than the idea I will see him someday. I don't think I'll ever see Carl again. But I saw him. We saw each other. We found each other in the cosmos, and that was wonderful.

Ann Druyan (about her & Carl Sagan)

tremendo, tremenda

na insónia, a preferida ii



© Cameron McCool


In every way — from the making of it, to the words, to how I feel moving forward, this record is about owning up to your darkest side, finding the capacity for new love and trusting change even when you feel like a stranger.

-

I chose 'All Mirrors' as the title of this upcoming record because I liked the theme; the theme of how we are all mirrors to and for each other. Even if that is not the complete truth, still, there is always an element of personal projection in what we’d like to see in others and in all scenarios. And speaking for myself -How to navigate it has been a life-long theme that I don’t expect to go away or get easier. I guess I just want to know that what I’m seeing is what I’m seeing and not what I’m looking for, just the truth without personal bias or narrative.

Angel Olsen

na insónia, a preferida

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

gramagem



O meu corpo, este estado iminente.

http://patriciaisabelricardo.com/gramagem

my neighbor totoro



My Neighbor Totoro (1988), Hayao Miyazaki

only yesterday



Only Yesterday (1991), Isao Takahata

domingo, 4 de agosto de 2019

barro

Está um bandolim a chorar no andar debaixo
O comboio desanda
O tambor desata
Há alguém que se desmancha, quase sempre

Gostava de saber escrever a data de hoje
E o meu nome em latim
Para que pudesse ter a certeza
Que há coisas que vale a pena marcar a sangue

É uma jarra
Fiz um arranjo de flores, vês?

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

restos

Não há tropeço maior que este
Perante um prédio amarelo
E uma bagagem

Passa a fanfarra
Perde-se tempo
E os dedos que às tantas contei por erro
São chávenas à ponta da mesa
Em travão

É uma luta
É um lugar
- vai ali um bando de estorninhos.

terça-feira, 30 de julho de 2019

*

Deformer (2000), Mike Mills & Ed Templeton
Aqui.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

domingo, 28 de julho de 2019

tabaco de enrolar

I want it all
Era um autocolante velho
Uma caderneta de cromos
Nunca a vida inteira.

skater girls make better roads



Mais uma voltinha.

- Patrícia, é assim que fazes pensos?
- É, com o que tenho à mão.

"



A sul, Julho 2019

> relicário



Diana in the Autumn Wind, 1921

© Paul Klee

sábado, 27 de julho de 2019

quinta-feira, 25 de julho de 2019

estar vivo é, viver é

#10 espera

Uma rapariga tira bilhete na máquina, um rapaz ao meu lado, de camisola vermelha e phones laranja, sorri para o telemóvel, à minha frente, um senhor está ao telemóvel, ao seu lado, uma rapariga muito maquilhada e de calças largas compridas pretas e brancas está, também, ao telemóvel, um rapaz com uma camisa em tons garridos tira bilhete na máquina, ao lado outras pessoas fazem o mesmo, uma senhora com um vestido de verão muito comprido, está bronzeada, tem consigo uma criança loira, uma rapariga vestida de tons escuros está no multibanco, um senhor de camisa azul vai tirar bilhete à máquina, passam um rapaz de calções pretos e outro de calções azuis, um mais forte, outro mais franzino, um rapaz de camisola às riscas azul escuro e azul claro, um outro rapaz de camisa em tons avermelhados, duas raparigas de óculos de sol, um rapaz com uma máquina fotográfica ao pescoço, uma rapariga com uns aros de óculos vermelhos, uma senhora com um saco de pano com vários insectos estampados.

quarta-feira, 24 de julho de 2019

> relicário



© Paul Klee

#9 espera

Uma rapariga com uma saia verde comprida, uma rapariga à minha frente a transcrever algo do telemóvel para papel, tem um fio com um coração, ao meu lado, uma outra rapariga ao telemóvel, no multibanco, três pessoas, uma delas de vermelho, uma rapariga com umas legging pretas e uma risca vermelha de lado, caminha devagar, um casal vai tirar bilhete à máquina, ambos muito bonitos e bem vestidos, uma senhora sentada no banco lá fora, ao lado percebo agora ser uma rapariga concentrada em algo muito estranho no seu telemóvel, levantam-se, dois senhores conversam, um com um pólo vermelho, outro com uma camisa jovem e em padrão, veste também uns calções, uma rapariga com sapatos de salto alto, em que os mesmos são dourados, ao invés do restante sapato que é preto, uma rapariga com calças de ganga amarela, uma adolescente com um vestido estampado com malmequeres.

terça-feira, 23 de julho de 2019

2



E este poema.

1



Este poema.

s/ título

O que eu quero é uma oliveira, um ninho, um regaço
É em mar alto que se colam as folhas caídas das árvores
É com os pés descalços que se entende isto

Como se lamber alcatrão fosse o mesmo que escrever numa folha suja

Não
- a fragilidade é um alter ego muito bem definido.

#8 espera

Uma rapariga está apoiada nos joelhos, aborrecida, fala com alguém ao telefone, uma rapariga de vestido tira bilhete na máquina, um senhor entra vagaroso e meio perdido, de mochila posta, o segurança está apoiado numa das passagens de bilhetes, duas raparigas de braços dados, uma senhora com uma mala muito pequenina ao ombro, dois senhores atrás dela, despedem-se, lá fora, uma rapariga de túnica branca, um rapaz de camisa aos quadrados azuis e vermelhos, um senhor olha, outro segurança passa, vai a ler um jornal, pára, uma senhora com muita pressa vai falar com um dos seguranças, tem uma t-shirt amarela e umas legging, duas raparigas, adolescentes, passam, uma outra rapariga, de sweater rosa e cabelo muito comprido, tenta perceber como tirar bilhete ao mesmo tempo que fala ao telefone, uma rapariga, também de rosa, tem uns phones, uma senhora ao seu lado, de argolas, está ao telemóvel, uma senhora de camisola às flores procura alguém que está para chegar, uma terceira segurança chegou, tem o cabelo curto, um senhor careca de t-shirt branca e mochila preta segue com pressa, um rapaz de trolley preto e amarelo, uma senhora com a mochila posta pela frente, um rapaz de fato, um senhor com uma mochila igual à minha mas preta, uma rapariga de vestido preto e mala grande.

#7 espera

Um senhor com uma mala de computador na mão, uma senhora de camisa vermelha às riscas brancas a comer um gelado, um rapaz em tons de escuro com uma mochila de computador às costas, um rapaz virado para a linha com uma t-shirt bordeaux, ao lado, um rapaz de camisa aos quadrados azuis, vários azuis, a olhar lá para o fundo, uma senhora com umas calças largas azuis escuras, uma criança num banco cheio, com um livro na mão, um senhor a fumar e com um pólo às riscas rosas e azuis, um senhor ao meu lado com um pólo rosa deita alguma coisa no lixo, olha-me, esbarra com a faixa de metal atrás de nós, uma rapariga com um vestido ao vento, um rapaz bebe uma cerveja, tem uma t-shirt verde com uns dizeres, uma rapariga com um blusão de ganga e uma lancheira, uma mãe, com o filho ao colo, beija-o e sorri, uma rapariga com um lenço verde às bolinhas cinzentas, um rapaz com phones nos ouvidos, encostado a um dos postes da plataforma, uma rapariga com um piercing na dobra entre a boca e o nariz, usa rabo-de-cavalo, um senhor olha uma criança a correr do outro lado, tem uma camisa em tons creme e castanho, uma rapariga muito magra, cansada, uma rapariga muito concentrada ao telefone, está toda de preto, uma rapariga de cabelo preto e caracóis, tem uma mochila amarelo-mostarda, um rapaz de mochila às costas, por cima da mochila tem preso um capacete de mota, uma rapariga de óculos escuros, pedante, tem umas calças violeta, uma senhora grande está carregada, tem extensões mas traz o cabelo preso, uma rapariga com uns óculos escuros com lentes roxas, uma senhora com um saco de compras do lidl, uma senhora com um vestido de ganga, um rapaz com uns phones vermelhos, um outro rapaz deita algo no lixo, uma rapariga, de cabelo pintado de laranja, com quem me costumo cruzar a caminho de casa, um rapaz leva uma bicicleta, uma rapariga com um vestido vermelho.

#6 espera

Primeiro ninguém na plataforma, depois um senhor lá ao fundo de mochila preta às costas, uma senhora senta-se ao meu lado, tem uma camisola rosa e lê uns papéis, uma outra senhora senta-se, sorri, desiste do lugar e vai-se embora, um rapaz de óculos escuros, com uma mala de alça amarelo-fluorescente e à tiracolo, um rapaz alto de camisola azul grande e larga, duas pessoas conversam alto.

#5 espera

Uma rapariga com o cabelo pintado de bordeaux, uma família de estrangeiros, três filhos, um rapaz ao meu lado abana a perna, uma senhora passa o tempo a percorrer a plataforma de um ao lado ao outro, uma senhora da limpeza varre por baixo do banco, duas pessoas vestidas de azul escuro, uma delas com uma lancheira, um rapaz de camisola verde, uma bebé chora.

claro

O mundo é um factor externo.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

> cansei de ser sexy

> cansei de ser sexy

> relicário



Braga, década de 50

© Artur Pastor

> relicário


Claire Denis

© Renaud Monfourny