segunda-feira, 10 de agosto de 2020

mensagem muito pessoal, mas muito necessária

Sobre isto. Dois anos depois. Não creio que tenha passado por tudo, creio que haverão pessoas a ir ao inferno com esta coisa gravíssima, no entanto, tenho a certeza de que passei pelas brasas e não permito quem mo negue porque só eu sei o que sentia, o que senti e o que sinto, ainda. Ninguém deveria ser posto à prova desta forma, ainda que "permitido" por quem sofre este abuso; não é premeditado, é o selo de uma personalidade frágil. Por frágil não significa fraca, pelo contrário. Por parte de quem pratica, não quero saber, estou a aprender que cada um carrega os seus próprios tijolos e faz com eles o melhor que pode - magoar quem se "ama" é que deveria ser banido; o amor não é um veículo de carga. A mensagem que quero passar com este post é, apenas, que sentir a alma a arder é algo que não desejo nem ao meu pior inimigo, por isso... felicidade é o que daqui envio. Mas: não existo mais para braseiras, prefiro a clareira de uma casa. Da minha casa. É a Beyoncé que canta you should have listened/ there is someone here inside/ someone I thought had died/ so long ago (...) i'm more than what you made of me/ i followed the voice you gave to me. É. Obrigada por esta voz que agora se levanta. Já era hora.

Estamos livres.
(sem agradecer, tenho o direito a ser feliz)
Já era hora, repito.