
Estas imagens são símbolos e representam ideias maiores que elas próprias.
A estação de metro do Parque*, em Lisboa, é das minhas favoritas. Por circunstância de espera, tive oportunidade de ver com atenção a estação e percebê-la melhor. Deixo aqui o registo de.
*A estação de metro do Parque, (Linha Azul), aberta ao público em 1959, tem projecto dos arquitectos Keil do Amaral e Falcão e Cunha, sendo o revestimento azulejar de Maria Keil. A composição artística criada pela pintora para esta estação é composta por triângulos brancos, verdes, castanhos e pretos. O módulo base, que ocupa um ou dois azulejos, produz um efeito de escala, dando a sensação de existirem vários planos a profundidades diferentes. No âmbito do Plano de Expansão da Rede, que decorreu entre 1994 e 1999, esta estação foi submetida a uma valorização estética, preservando todo o aspecto arquitectural original bem como o revestimento de azulejos, limitado apenas ao átrio de entrada da estação. O restante espaço foi objecto de uma intervenção plástica de grande porte, em azulejos e esculturas, da autoria das artistas plásticas Françoise Schein e Frederica Matta. Os Direitos do Homem e a Expansão e Descobrimentos Portugueses foram as temáticas escolhidas por Françoise Schein para decorar a estação do Parque. Encontramos neste espaço, em azulejo, a inscrição dos 30 artigos da Declaração Universal dos Direitos do Homem, promulgada pelas Nações Unidas em 10 de Dezembro de 1948, e os mapas e rotas que os portugueses trilharam na sua epopeia além fronteiras. Fortemente influenciada pelo tom dos azulejos da Galeria dos Reis do Palácio Fronteira, a artista optou pelo azul-cobalto como cor dominante de todo o espaço a decorar, e por recorrer às fábricas de cerâmica Viúva Lamego e Rugo, para pintar e serigrafar os azulejos. Ao longo dos dois lanços de escadas rolantes, os passageiros podem, ainda, apreciar paredes revestidas com azulejos de um azul profundo, pontilhado por esculturas ao nível das abóbodas em alternância com frases de escritores, poetas e filósofos. Propriedade do Metropolitano de Lisboa. Fotografias de Paulo Cintra/Laura Caldas, Arnaldo Sousa e José Carlos Nascimento, datadas de 1980, 1994 e 1995.