segunda-feira, 8 de abril de 2019

mapas



Uma bela entrevista ao autor, sobre este livro, aqui*.

[terás tido alguma coisa a ver com esta capa, Pedro?]



*Há alguma coisa de fascinante nos escritores narcisistas porque a sua sensibilidade em relação a si próprios é tão grande que é como se eles fossem duas pessoas ao mesmo tempo — o escritor e a pessoa com quem estão em comunhão. Mas, para mim, nos grandes escritores, a sensibilidade em relação a si próprios extrapola para o resto do mundo e para outras pessoas. E porque podem imaginar o seu próprio sofrimento, conseguem imaginar o dos outros. Acho que os grandes escritores não precisam de ter passado pela mesma experiência, porque têm a capacidade de imaginar o sofrimento, têm uma mente que lhes permite imaginar a dor de outra pessoa, mesmo que seja tão diferente como perder alguém querido ou o trauma da guerra. Para mim, é isso que constitui a metafísica e a capacidade de um escritor. É o que faz um escritor, é a peça central.