domingo, 31 de março de 2019

> amores

Ana Frois
https://anafrois.com

sábado, 30 de março de 2019

> relicário



Hydrangea & The Swallow

© Katsushika Hokusai

sexta-feira, 29 de março de 2019

> relicário



I have fought so much since I started... for something that comes from emotion, from visual emotion, sound emotion, feeling, and finding a shape for that, and a shape which has to do with cinema and nothing else. 
Agnès Varda

[não sei de quem é a bonita fotografia]

até já



Com as mãos ainda inchadas e vermelhas do calor, tal como é.
À Agnès Varda.

quarta-feira, 27 de março de 2019

'and it's a long way to sanity but i know you won't show me, anyway...'

Ao Micah P. Hinson.

Qual será o peso de mil homens?
- Não sei, deixa à porta.

insomnia



© Jessica Pereira, 2017/18

dois mil e dezanove

Antes do meu despertar para o teatro, os meus mestres já lá estavam. Tinham construído as suas casas e as suas poéticas sobre os vestígios das suas próprias vidas. Muitos deles não são conhecidos ou ninguém os recorda: trabalharam a partir do silêncio, na humildade das suas salas de ensaios e dos seus teatros cheios de espectadores e lentamente, após anos de trabalho e feitos extraordinários, foram deixando o seu lugar e desapareceram. Quando percebi que o meu ofício e o meu próprio destino seria seguir os seus passos, entendi também que herdava deles essa tradição fascinante e única de viver o presente sem outra expectativa que alcançar a transparência de um momento irrepetível. Um momento de encontro com o outro na penumbra de um teatro, sem mais protecção do que a verdade de um gesto, de uma palavra reveladora.

O meu país teatral são esses momentos de encontro com os espectadores que, noite após noite, entram na nossa sala, vindos dos cantos mais distantes da minha cidade para nos acompanhar e partilharmos umas horas, uns minutos. Com esses momentos únicos construo a minha vida, deixo de ser eu, de sofrer as minhas dores e renasço e compreendo o significado do ofício de fazer teatro: viver instantes de pura verdade efémera, onde sabemos que o que dizemos e fazemos, ali, sob a luz dos projectores, é verdadeiro e reflecte o mais profundo e o mais pessoal de nós próprios. O meu país teatral, o meu e o dos meus actores, é um país tecido desses momentos onde abandonamos as máscaras, a retórica, o medo de ser quem somos e nos damos as mãos na penumbra.

A tradição do teatro é horizontal. Não há quem possa afirmar que o teatro está em algum centro do mundo, em alguma cidade, em algum edifício privilegiado. O teatro, tal como eu o recebi, espraia-se por uma geografia invisível que entretece as vidas dos que o fazem e o ofício teatral num mesmo gesto unificador. Quando morrem, todos os mestres do teatro levam consigo esses momentos de lucidez e de beleza irrepetíveis; todos desaparecem do mesmo modo sem deixar outra transcendência que os ampare ou faça ilustres. Os mestres do teatro sabem-no, não há reconhecimento que valha perante esta certeza que é a raiz do nosso trabalho: criar momentos de verdade, de ambiguidade, de força, de liberdade na maior das precaridades. Deles não sobreviverão senão dados ou registos de trabalhos em vídeo e fotografias que recolheram apenas uma pálida ideia do que fizeram. Faltará sempre nesses registos a resposta silenciosa do público que entende num instante que o que ali se passa não tem tradução possível nem se encontra fora de cada um, que a verdade que ali se partilha constitui uma experiência de vida, por segundos mais diáfana do que a própria vida.

Quando compreendi que o teatro é, em si mesmo, um país, um território que abarca o mundo inteiro, nasceu em mim uma decisão que é também uma liberdade: não tens de te afastar ou mover-te do sítio onde te encontras, não tens de correr ou mudar de local. Aí, no ponto em que existes, está o público. Aí, tens a teu lado os companheiros de que necessitas. Ali, fora da tua casa, está toda a realidade quotidiana, opaca e impenetrável. Trabalhas então a partir dessa aparente imobilidade para construir a maior das viagens, para repetir a Odisseia, a viagem dos argonautas: és um viajante imóvel que não cessa de acelerar a densidade e a rigidez do teu mundo real. A tua viagem ruma ao instante, ao momento, ao irrepetível encontro face aos teus semelhantes. Viajas ao seu encontro, rumo ao seu coração, à sua subjectividade. Viajas por dentro deles, das suas emoções, das suas memórias que despertas e agitas. É vertiginosa e ninguém pode medi-la ou calá-la. Também ninguém poderá reconhecê-la na sua justa medida, é uma viagem através do imaginário da tua gente, uma semente que se semeia no mais remoto dos terrenos: a consciência cívica, ética e humana dos teus espectadores. Por tudo isto, não me movo, continuo em minha casa, entre os que me são próximos, numa aparente quietude, trabalhando dia e noite, porque tenho o segredo da velocidade.


Carlos Celdrán*,
Cuba

*Encenador, dramaturgo, académico e professor, que vive e trabalha em Havana, Cuba. Nasceu em 1963, em Havana, Estudou no Instituto Superior de Artes em Havana. Foi director de cena residente do Teatro Buendía em Havana até 1996. Nessa altura criou a sua própria companhia – Teatro Argos – que tem por objectivo trazer uma nova vida ao cânone do teatro moderno europeu. Tem trabalhado sempre como professor e recebeu já vários prémios.



(tradução MJRA?)

sobre uma casa: a minha mãe, à minha mãe



Ribatejo, 2018

sobre uma casa: o teatro (e a vida)

O meu coração é todo Teatro, todo do Teatro, por todos os meus teatros. Porque, ainda assim, uma casa é uma casa e as paredes não se edificam sozinhas, não se derrubam sozinhas, não estão sozinhas. A cal é forte, a fortaleza é dos fortes e da força se faz forte a vida. Que o amor (por, de e para) nos caiba sempre por entre os dedos, que as mãos reconheçam sempre o regaço e que esse colo sirva sempre - sempre, esse tempo que não acaba. Estamos em palco: a vida nunca está totalmente à deriva pelo espaço. A minha é vossa. À nossa.

Patrícia

sobre uma casa: dialecto




Um dialecto, uma margem sem limite, eu.
Sintam-se em casa, como se de uma casa se tratasse.

http://patriciaisabelricardo.com/dialecto

segunda-feira, 25 de março de 2019

domingo, 24 de março de 2019

sábado, 23 de março de 2019

#129



A sul, hoje.

[resquícios daqui]

#128



A sul, hoje.

[resquícios daqui]

sexta-feira, 22 de março de 2019

os sapatos à porta

silêncio.

todas as minhas camisolas

Estou só -
triste.

manifesto



Filme animado por Andrea Nakhla

*
Don’t pretend you can’t hear
Don’t pretend you can’t

ça suffit



Em agudos.

quinta-feira, 21 de março de 2019

o google e johann sebastian bach



E o mesmo dilema de sempre: pesquisa google ou "sinto-me com sorte"?

> relicário



Björk behind the scenes of The Juniper Tree (1986), Nietzchka Keene

hey birds

o bonito trabalho do pedro

Pedro Serpa
https://behance.net/PedroSerpa

instruções para (o) quarto escuro

Abre a boca,
apaga a luz.

Não dispares.

a não primavera

Sorri a um dos teus demónios
e diz-lhe a verdade e
nada mais que a verdade:
não nascem flores no coração.
(As que há são de plástico.)

Em teu nome, dele e dos outros que virão.
Ámen.

quarta-feira, 20 de março de 2019

terça-feira, 19 de março de 2019

contos

A Marta Oliveira foi uma das bonitas pessoas que "trouxe" do deviantart.
A Marta foi à Tanzânia e deparou-se com uma daquelas realidades... E está, neste momento, a fazer o seu melhor para que isso possa mudar.
Diz assim:



Olá malta! 
Quero partilhar convosco um projeto meu e de uma amiga italiana que nasceu depois de uma viagem à Tanzânia que fizemos em Outubro. Na altura o irmão da minha amiga, engenheiro civil, estava a trabalhar num projeto hídrico na aldeia de Kisiju (a 100km da capital, no sul do país), que pretende levar água potável a 6000 pessoas. Aproveitando a sua estadia organizámos a viagem e acabámos por visitar um hospital missionário, o “Nyota Bahari Health Center”, que depende unicamente da boa vontade das irmãs e de alguns incentivos do governo, claramente insuficientes. A gestão dos partos é feita sempre com fé na sorte e no instinto das parteiras, o que nos deixou muito perturbadas. Vimos um bebé nascido no dia anterior que nunca poderá utilizar o braço direito devido a uma compressão dos nervos do ombro, facilmente evitável com os meios necessários. Contaram-nos que dispõem de uma máquina de ultra sons para realizar ecografias mas que infelizmente não têm formação para a utilizar! Neste momento decidimos que tínhamos de agir e fazer o que estava ao nosso alcance, tentando contagiar as pessoas que nos rodeiam. Dia 7 de Abril, em Bolonha, faremos um evento de solidariedade que contará com um jantar, venda de artesanato tanzaniano, uma exposição fotográfica e um concerto! Todo o dinheiro angariado será utilizado para pagar um curso de formação especializado em ecografia e métodos de diagnóstico a uma das freiras do hospital. Terei todo o prazer em receber-vos dia 7 mas a distância poderá ser um problema! Se não puderem saborear um prato de spaghetti na nossa companhia, há sempre maneira de ajudar! Deixo-vos a minha conta PayPal (italiana) ou o meu IBAN português, para minimizar as comissões de transferência. 

IBAN: PT50 0036 0037 99100308800 06 (Marta Oliveira, Montepio Geral) 

Por favor insiram “PROJETO ECOGRAFO” na descrição e deixem-me o vosso e-mail, vamos atualizar-vos regularmente com todos os progressos! Se quiserem saber mais ou tiverem dúvidas sobre o projeto escrevam-me e se puderem PARTILHEM muito! Deixo-vos algumas fotos do hospital*, o link do evento (vai google translator!) e da publicidade ao evento que estamos a fazer (Domani farà bello - Amanhã será mais bonito!) A vocês, que nos ajudarão a transformar um amanhã longe daqui num dia mais bonito, MUITO OBRIGADA!



*


Nyota Bahari Health Center, Kisiju, Tanzania, Africa
Toda a água utilizada no hospital é pluvial, simplesmente filtrada neste poço






Nyota Bahari Health Center, Kisiju, Tanzania, Africa
Uma mãe com os dois filhos, enquanto esperam pela consulta




[como devem ter percebido, as fotografias são da Marta, roubadas para fazer este post]

auto, pt 4



Mais
http://patriciaisabelricardo.com/more

auto, pt 3



Doar
http://patriciaisabelricardo.com/donate

auto, pt 2



Contacto
http://patriciaisabelricardo.com/contact

auto



Sobre


auto-crítica

O mundo é um conjunto de pessoas demasiado auto-centradas, como eu.

segunda-feira, 18 de março de 2019

you want it darker, pt 2

Vai ao Tibete.
Anda de camelo.
Lê a Bíblia.
Tinge os sapatos de azul.
Deixa crescer a barba.
Dá a volta ao mundo numa canoa de papel.
Assina o Saturday Evening Post.
Mastiga com o lado esquerdo da boca apenas.
Casa-te com uma mulher com uma perna e faz a barba com uma navalha de barbear.
E grava o teu nome no braço dela.

Escova os dentes com gasolina.
Dorme todo o dia e trepa às árvores à noite.
Sê um monge e bebe buckshot e cerveja.
Mete a cabeça debaixo de água e toca violino.
Faz dança do ventre diante de velas cor-de-rosa.
Mata o teu cão.
Concorre a Presidente da Câmara.
Vive num barril.
Parte a cabeça com um machado.
Planta túlipas à chuva.


Mas não escrevas poesia.


Charles Bukowski

you want it darker

Não existe um tempo inteiro:
temos sempre tantos fios
a correr em paralelo
fios em sentido contrário
que raramente coincidem.

Eugenio Montale

domingo, 17 de março de 2019

t



Hoje, pela tarde.

como amar um livro, pt 3005

'You can never give people what they want', Anthony said.
'What do you mean?'

(...)

'People always want something from you', he said. 'Your time. Your love. Your money. For you to agree with them and their politics, their point of view. And you can't ever give them what they want.'
'That's a dreary worldview.'
'Let me finish, clown. You can't ever give people what they want. But you can give them something else. You can give them empathy. You can give them understanding. And that's a lot, and enough to give.'

em The Art of Asking, de Amanda Palmer

como amar um livro, pt 1324

She was worried that posting pictures of herself sipping a mai tai was going to make her look like an asshole.
'What does it matter you are or wether you're drinking a coffee, a mai tai, or a bottle of water?' I asked. 'Aren't they paying your songs so you can... live? Doesn't living include wandering and collecting emotions and drinking a mai tai - not just sitting in a room and writing songs without ever leaving the house?'

(...)

If you're asking your fans to support you, the artist, it shouldn't matter what your choices are as long as you're delivering your side of the bargain. You may be spending the money on guitar picks, mai tais, baby formula, college loans, gas for cars, or coffee to fuel your all-night writing sessions. As long as art is coming out the other side and making your patrons happy, the money you need to live - and "need to live" is hard to define - is almost indistinguishable from the money you need to make art.

(...)

So, a plea.
To the artists, creators, scientists, nonprofit-runners, librarians, strange-thinkers, start-uppers, and inventors, to all people everywhere who are afraid to accept the help, in whatever form it's appearing:
Please, take the donuts.

(...)

Everybody.
Please.
Just take the fucking donuts.

em The Art of Asking, de Amanda Palmer

como amar um livro, pt 572

Brené Brown has found through her research that women tend to feel shame around the idea of being "never enough": at home, at work, in bed. Never pretty enough, never smart enough, never thin enough, never good enough. Men tend to feel shame around the fear of being "perceived as weak", or more academically: 'fear of being called a pussy'.
Both sexes get trapped in the same box, for different reasons.
If I ask for help, 'I am not enough'.
If I ask for help, 'I am weak'.
It's no wonder so many of us just don't bother to ask.
It's to painful. 

em The Art of Asking, de Amanda Palmer

como amar um livro, pt 1

Things you get when you couchsurf that you don't get in a hotel:
The rattling sound of pots and silverware in the morning. Btah-rooms with ratty, beloved mismatched towels. Leftover birthday cake. Dark hallways humid with the smell of baking. Looking at weird shit people keep in their medicine cabinets. Cats to pat, who are at first standoffish then decide they love you at four a.m., when you're finally asleep. Walls of Elvis plates. The recaptured feeling of having sleepover party. Dodgy electric blankets. A chance to try on hats. Morning coffee in wineglass for lack oh enough cups. Children of all ages and temperaments who draw pictures for you. The ability to make your own toast. Record players. Wet grass in the backyard sunrise, where the chickens are roosting. Out-of-tune pianos and other strange instruments to fondle. Candle stuck to mantelpieces. The beautiful vision of strangers in their pajamas. Weird teas from around the world. Pinball machines. Pet spiders. Latches that don't quite work. Glow-in-the-dark things on the ceiling.
Late-night and early-morning stories about love, death, hardship, and heartbreak.
The collision of life. Art for the blender.
The dots connecting.

em The Art of Asking, de Amanda Palmer

> relicário



Cigarra
Denver, 2018

© Wendi Schneider

> relicário



Pensamentos de silêncio
Nova Orleães, 2012

© Wendi Schneider

garden state



Garden State (2004), Zach Braff

Lugares obrigatórios, de tempos a tempos.

joyce didonato

Joyce Didonato diz que traz consigo algo que Jonathan Larson disse uma vez: que o oposto à guerra não é a paz, é a criação. E o seu discurso fabuloso de como a música salva vidas e é, per si, um salva-vidas. Não é por acaso que o seu concerto, com a sua maravilhosa orquestra, tem por nome Guerra e Paz: Harmonia através da Música. Sim, querida Joyce, não poderia estar mais de acordo. Com tudo. Grata.

E sim, este é um daqueles posts da série "a rtp2 e o serviço público, agora".

sábado, 16 de março de 2019

o mundo é

a fingir.

sexta-feira, 15 de março de 2019

world wide web

De uma forma muito superficial, porque nada é estanque, seria hipócrita de minha parte dizer que não, que as redes sociais não me interessam; agarrar em muito bons argumentos, que os há, para defender a minha posição. Mas não, vou optar pela honestidade: não consegui. Não consegui largar, em grande escala e como estava previsto, o instagram, por exemplo. Todo o meu trabalho fotográfico (abre e fecha aspas) passa pela partilha online. Desde sempre. mIRC, sapo, olhares, deviantart, myspace, livejournal, fotolog, photo blog, hi5, blogger, flickr, vimeo, facebook, tumblr, etc., muitos eteceteras e dezassete anos depois. Foi sempre assim e assim será, porque também eu necessito da conexão com o outro. Do bonito que pode ser isto tudo, tudo isto.

Para acrescentar, acabei de dar vida ao twitter, (sem) culpa da Amanda (Palmer).
Sem medos.

terça-feira, 12 de março de 2019

das verdades absolutas

A reflexão da paisagem no homem é activa e constante, A paisagem não é uma coisa inanimada; tem uma alma que actua com amor ou dor sobre as nossas ideias ou sentimentos, transmitindo-lhes o quer que é da sua essência, da sua vaga e remota qualidade que, neles, conquista acção moral e consciente.
Por isso, a paisagem representa um grande papel na nossa existência; tem sobre nós como que um poder de herança, igual ao dos fantasmas de avoengos.

em A Arte de Ser Português, de Teixeira de Pascoaes


*roubei à Betânia

> relicário



Dublin, 1966

© Evelyn Hofer

segunda-feira, 11 de março de 2019

estado ou: se eu fosse um poema

A casa é de onde se começa. À medida que envelhecemos
O mundo fica mais estranho, o padrão mais complicado
De mortos e de vivos. Não o momento intenso
Isolado, sem antes nem depois,
Mas uma vida inteira a arder em cada momento
E não a vida inteira de apenas um homem
Mas de velhas pedras que não podem ser decifradas.
Há um tempo para o anoitecer sob a luz das estrelas,
Um tempo para o anoitecer sob a luz do candeeiro
(A noite com o álbum de fotografias)
O amor é mais aproximadamente ele próprio
Quando o aqui e o agora deixam de importar.
Os homens quando velhos deviam ser exploradores
Aqui ou acolá não importa
Temos de estar quietos e quietos mover-nos
Para uma outra intensidade
Para uma ulterior união, um comungar mais fundo
Através do frio escuro e da desolação vazia,
O grito da onda, o grito do vento, as vastas águas
Da procelária e do golfinho. No meu fim está o meu começo.

T. S. Eliot
(tradução de Gualter Cunha)

rios de portugal

Um livro de Maria João Feio e Verónica Ferreira.
O seu download aqui.

domingo, 10 de março de 2019

a pergunta que importa

Já dançaram no corredor de casa hoje?

território



Acabado a algum custo.

http://patriciaisabelricardo.com/territorio


[e sem querer, a descrição do blogue em imagens]

confessionário

Enriquecedor a um nível quase espiritual (seja o que isto signifique) é quando o teu trabalho se mistura com o fim-de-semana, e ambos se misturam com amizade em maiúsculas. Conversamos sempre muito, rimos de igual forma. Hoje, numa dessas conversas, e em jeito de gargalhada, eu confessava que houve uma altura da minha vida em que me sentia dolorasamente estagnada, que via o mundo à minha volta numa mudança desenfreada, desenvolta e eu permanecia exactamente igual e no mesmo lugar; mas, numa epifania e dez anos depois, entendi: quem estava a mudar era eu. Sorri.

sexta-feira, 8 de março de 2019

a noite, a serra e os lobos



O ano passado acontecia isto.

A noite, a serra e os lobos
http://patriciaisabelricardo.com/a-noite-a-serra-e-os-lobos

todos os oito de março



Este fundo preto não significa apenas luto.
É sinal de força, coragem, resistência, verdade.
Até em caminho árduo, nos é possível.

A todas as mulheres, e a todos os homens, um longo abraço.
Ontem, hoje, sempre. O sol nasce para todos. E é tão bonito.

quinta-feira, 7 de março de 2019

s

Ama-San (2016), Cláudia Varejão.
A rtp2 e o serviço público, agora.

> relicário



© Masao Yamamoto

> relicário



Anemone nemorosa
Austrália, 1939

© Olive Cotton 

terça-feira, 5 de março de 2019

na verdade não sabemos, não é?

O amor é uma bainha mal cosida.
E a vida. E o mundo. Claro.

território



Em construção.

http://patriciaisabelricardo.com/territorio