quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

relembro

o que é importante.

> relicário



Moisés fazendo brotar água
Argentina, 1961

© Sameer Makarius

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

a r t i s t a

Collecting the dots. Then connecting them. And then sharing the connections with those around you. This is how a creative human works. Collecting, connecting, sharing.

(...)

This impulse to connect the dots - and to share what you've connected - is the urge that makes you an artist. If you're using words or symbols to connect the dots, whether you're a "professional artist" or not, you are an artistic force in the world.
When artists work well, they connect people to themselves, and they stich people to one another, throught this shared experience of discovering a connection that wasn't visible before.
«Have you ever notice that this looks like this?»

(...)

I never feel more inspired than when watching another artist explode their passionate craft into the world - most of my best songs were written in the wake of seeing other artists bleed their hearts onto the page or the stage.
Artists connect the dots - we don't need to interpret the lines between them. We just draw them and then present our connections to the world as a gift, to be taken or left. This IS the artistic act, and it's done every day by many people who don't even think to call themselves artists.
Then again, some people are crazy enough to think they can make a living at it.


em The Art of Asking, de Amanda Palmer

manual de limitações

não posso prometer nada,
demorar-me-ei.

domingo, 27 de janeiro de 2019

21h22




© Susa Monteiro

like father like daughter

A divided joy: seeing my father on film


*a Natalie do Ian

de se desdobrarem

a zona de pausa

tens de a ter, caso contrário, as paredes
cercar-te-ão.
tens de desistir de tudo, deitar
fora, deitar tudo fora.
tens de olhar para o que estás a olhar
ou pensar no que estás a pensar
ou fazer o que estás a fazer
ou
a não fazer
sem considerar proveito
pessoal
sem aceitar orientação.

as pessoas estão consumidas com
o esforço,
escondem-se em hábitos
comuns.
as suas preocupações são preocupações de
manada.

poucos têm capacidade de olhar
para um sapato velho durante
dez minutos
ou de pensar em coisas estranhas
como: quem é que inventou
a maçaneta?
tornam-se desvivas
por serem incapazes de fazer
uma pausa
de se desarmarem
de se desdobrarem
de desverem
de desaprenderem
de se exporem.

escuta o seu riso
falso, depois
vai-te
embora.


em Os Cães ladram facas, de Charles Bukowski

> relicário



© Salette Tavares, 1963

sábado, 26 de janeiro de 2019

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

fátima abreu ferreira

Only camera can prove me that I exist, interview with Fátima Abreu Ferreira
aqui


[tornando minhas, palavras de outrem]

agora podemos parar de falar connosco

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

diários sobre a tristeza

O corpo que jaz
é um outro
noutro tempo, noutro lugar
num outro

outrora qualquer aqui.

sobre comprimentos,

uma coisa é certa: tudo tem início, meio e fim.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

jonas mekas



35 pedaços de vida, de história, de História.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

a música salvar-me-á sempre



Come sail your ships around me
And burn your bridges down.

Se isto não é poesia, então não sei.

chama-se: regresso

O post abaixo, aqui:
http://patriciaisabelricardo.com/chama-se-regresso

zine

Não me esqueci.

nem tudo é o que parece

É mais ou menos isso.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

senhoras e senhores



(tambores)

Eventos fotográficos de fevereiro de 2007.
Doze anos depois, nunca esquecer quem fomos.

domingo, 20 de janeiro de 2019

a negra



A Negra, a Sara, esse furacão.
Se tiverem oportunidade, não a percam.

sábado, 19 de janeiro de 2019

fechar os olhos

O mundo é um palhaço triste. E a vida também.

estado da nação, pt 2




Da Grumapa, organização de Apoio e Protecção Animal sem fins lucrativos, em Mangualde.
Divulgada a conversa privada? Temos mesmo muita pena.

estado da nação

DA VIDA, COM AMOR

Aqui atrás onde estou
vive-se de castigo de avesso
perante o medo da luz

é difícil diferenciar o silêncio
de um seixo o dia da noite
águas claras que se bebem
da taça do vento

por tudo o que guardo de ti
não gostaria que soubesses
desta minha forma doida
de colher o que a terra me dá

eu deste chão já não apanho senão
a úlcera que o ilumina e as bestas
que dormem no labirinto da tarde

hoje temo a claridade
como dias houve que conheceste
em que temi o escuro
e ouço os passos de deus
como os de um animal solitário

porque tudo o que ficou de ti
foi um vão quase íntimo
quase alheio este rio seco
a que só poderemos chamar deserto.


em Os Nomes dos Pássaros, de António Amaral Tavares

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

cães danados

'a história relata o que aconteceu / o silêncio narra / o que acontece'*

Tenho uma paixão avassaladora, e que deixará de ser secreta agora, pela poesia de José Tolentino Mendonça*.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

estórias trágicas



Desde 1986.

viram-na, pergunto

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

o estado da arte




E agora vão comprar livros ao Sr. Teste, vá.

> relicário



© Otto Künzli

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

vampiro

Não te esqueças: pela noite sorri melhor.

> relicário



Night Primrose, 1780

© Mary Delany

este vídeo fez-me sorrir

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

cada um acorda quando quer

cada um prova o que quer

(fool time) job



Vi este vídeo partilhado com a seguinte legenda: para ver, rever...
E muito bem.

ser cigano

“Indesejados”: um retrato profundo do povo cigano na Europa
aqui

domingo, 13 de janeiro de 2019

monstruário para breve



http://www.patriciaisabelricardo.com/monstruario-para-breve

não é uma lista

a música portuguesa a gostar dela própria* foi o melhor do ano-cuja-designação-não-podemos-pronunciar-como-voldemort. Caramba, se foi.


*confessionário: no momento em que confirmei que conseguiria ir naquele fim-de-semana, não tinha dinheiro na conta e pensei o máximo que pode acontecer é ter que dizer que não tenho dinheiro para pagar o almoço.

sábado, 12 de janeiro de 2019

ao meu tio c.



Ribatejo, 2011

> relicário



Cianótipo e goma bicromatada
E.U.A., sem data

© Scott Bulger

sempre actual

Relembro.
(quase relicário)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

> relicário



Cianótipo e goma bicromatada
E.U.A., sem data

© Scott Bulger

> relicário



Björk

© Anton Corbijn

consulta de clínica geral

Enquanto oiço Diana Krall numa pastelaria onde vou almoçar, concluo que a minha consulta foi muito twilight zone, muito atiro-me de um penhasco agora ou depois?

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

ao segundo dia do ano, pt 2



Ninguém me manda andar com máquinas de plástico, no entanto... a magia do filme!
Rolo encravado, entrada de luz, frames perdidas. O Penedo do Lexim é resultado de uma actividade vulcânica com milhões de anos e oferece-nos uma das melhores vistas de sempre. E o que pensar também. Com isto, os dias menos bons importam menos. Obrigada aos amigos, como o A., que fazem com que o músculo continue a bombear sangue.

[é importante mencionar que a Lana del Rey tem uma música com o título hope is a dangerous thing for a woman like me to have - but i have it]

A actualizar o sítio do costume:
+ http://patriciaisabelricardo.com

ao segundo dia do ano



Desfocado é o meu novo cool.
Ou: ter carinho pelo desfoque.

A actualizar o sítio do costume:

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

> relicário



Olive Cotton
Austrália, 1937

© Max Dupain

domingo, 6 de janeiro de 2019

claws



Melhor videoclip.

> amores

Cláudia Mestre
https://instagram.com/claudiacmestre

filme



Alentejo, 2018
(fim-de-semana com A Música Portuguesa a Gostar dela Própria)

Consolido a minha paixão: fotografia analógica.

o desenho da ana júlia



http://insipidolevacento.blogspot.pt

não é uma erupção

persephone

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

> mixtape



Se encontrarem por aí uns CD's (digo, na rua), não os deitem fora.
Levem-nos para casa, têm coisas lá dentro.

apaixonada

Agnès Varda em entrevista.

quanto meço

Não sei, mas tem sido em mar alto que me vejo melhor.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

> relicário



Cianótipo e goma bicromatada
E.U.A., sem data

© Scott Bulger

murcha sempre

O mundo é uma flor que murcha.

espelho*



Les Glaneurs et La Glaneuse... Deux ans aprés (2002), Agnès Varda


estrada

Faz da tua vida em frente à luz
Um lúcido terraço exacto e branco,
Docemente cortado
Pelo rio das noites.


Alheio o passo em tão perdida estrada
Vive, sem seres ele, o teu destino.
Inflexível assiste,
À tua própria ausência.


Sophia de Mello Breyner

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

marielle e monica



1 Janeiro 2019.

diários de passagem, pt ii



Estive numa casa linda, com cores avermelhadas, quase parecia que estávamos dentro de um coração. Não, perdão: estávamos dentro de um coração.

diários de passagem



Em bem verdade, última de 2018.