quinta-feira, 14 de novembro de 2019

auto promoção, comiseração ou outro -ão qualquer

http://patriciaisabelricardo.com

o teatro dom roberto



O Teatro Dom Roberto, teatro de marionetas pelos Valdevinos.
Este espectáculo vai estar a sul do Tejo no próximo Domingo.

As fotografias são de Ricardo Reis.

[também podia viver aqui]

terça-feira, 12 de novembro de 2019

vinte e três e cinquenta e seis

Está um urso atrás de mim
Números pares são redondos
E a insónia ensina que nem sempre
Nem sempre, repito
O que queremos é o que mais
tememos
Porque temer é uma coisa
morrer por é outra.

o mundo em tempos de cólera

R.E.M. nunca esteve tão actual.

domingo, 10 de novembro de 2019

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

sophia

A poesia não me pede propriamente uma especialização pois a sua arte é uma arte do ser. Também não é tempo ou trabalho o que a poesia me pede. Nem me pede uma ciência nem uma estética nem uma teoria. Pede-me antes a inteireza do meu ser, uma consciência mais funda do que a minha inteligência, uma fidelidade mais pura do que aquela que eu posso controlar. Pede-me uma intransigência sem lacuna. Pede-me que arranque da minha vida que se quebra, gasta, corrompe e dilui uma túnica sem costura. Pede-me que viva atenta como uma antena, pede-me que viva sempre, que nunca me esqueça. Pede-me uma obstinação sem tréguas, densa e compacta.

Pois a poesia é a minha explicação com o universo, a minha convivência com as coisas, a minha participação no real, o meu encontro com as vozes e as imagens. Por isso o poema não fala de uma vida ideal mas sim de uma vida concreta: ângulo da janela, ressonância das ruas, das cidades e dos quartos, sombra dos muros, aparição dos rostos, silêncio, distância e brilho das estrelas, respiração da noite, perfume da tília e do orégão.

É esta relação com o universo que define o poema como poema, como obra de criação poética. Quando há apenas relação com uma matéria há apenas artesanato.

É o artesanato que pede especialização, ciência, trabalho, tempo e uma estética. Todo o poeta, todo o artista é artesão de uma linguagem. Mas o artesanato das artes poéticas não nasce de si mesmo, isto é, da relação com uma matéria, como nas artes artesanais. O artesanato das artes poéticas nasce da própria poesia a qual está consubstancialmente unido. Se um poeta diz «obscuro», «amplo», «barco», «pedra» é porque estas palavras nomeiam a sua visão do mundo, a sua ligação com as coisas. Não foram palavras escolhidas esteticamente pela sua beleza, foram escolhidas pela sua realidade, pela sua necessidade, pelo seu poder poético de estabelecer uma aliança. E é da obstinação sem tréguas que a poesia exige que nasce o «obstinado rigor» do poema. O verso é denso, tenso como um arco, exactamente dito, porque os dias foram densos, tensos como arcos, exactamente vividos. O equilíbrio das palavras entre si é o equilíbrio dos momentos entre si.

E no quadro sensível do poema vejo para onde vou, reconheço o meu caminho, o meu reino, a minha vida
.

Sophia de Mello Breyner Andresen

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

bússola

A noite é de quem demora.

> relicário


Koen-dori, Japão, 1982

© Masahisa Fukase 

é

PREOCUPAÇÕES NATURAIS

Eu não tinha muita coisa e hoje tenho
a soma dos teus passos quando desces
a correr os nossos treze degraus e
me prometes: até logo. Mas se
nada (ou só o nada) está escrito,
quem mais ama é quem mais tem
a recear. Com isso, passo horas
num rebate de dramáticos motivos:
engano-me na roda dos temperos,
ponho sal na cafeteira, maionese
no saleiro, vejo o mel mudar de cor
e se me chama o telefone empalideço
como o rosto do relógio da cozinha.
Só sossego quando as gatas me garantem
que chegaste e posso então, aliviado,
unir-me ao coro de miaus que te recebe,
para mais uma noite roubada ao escuro.


José Miguel Silva


> sem nome



Tonight, Angel Olsen


De olhos fechados, a mão conduz a caneta, a caneta acompanha a canção.

sábado, 2 de novembro de 2019

horácio, o pavão - e uma sucessão de eventos





*


(Também) na íntegra aqui:
http://patriciaisabelricardo.com/horacio-o-pavao-e-uma-sucessao-de-eventos

o mês de novembro começou assim

. Praia e Outono: um casamento feliz
. Papagaio ao vento - a felicidade
. Atobá-do-cabo
. Comida com muito amor
. Muito amor com comida
. Amor e comida: outro casamento feliz

domingo, 27 de outubro de 2019

*

afinal, a esperança

Tenho saudades de fotografar.

precariedade e dignidade

Cada vez que me deparo com a minha vida precária, que na verdade começa a acontecer algumas vezes por dia, apetece-me começar a correr toda nua pela rua abaixo. Dignidade? Hum, eventualmente.

sábado, 26 de outubro de 2019

é

simples.

onda



Watson’s sixth studio album is about having a wave knock you over when you realize everything you have in life can be wiped away in a moment – and then learning how not to drown in the process. During the making of the album, Patrick lost his mother, his longtime drummer left the group, and he and his partner separated. Watson brought a notebook underneath the waves and composed tunes about melancholy while listening to the lonely hymns of mermaids. The songs are about how sometimes you have to sing a love song to yourself when no one else will, allowing the sound carry you and learning to trust where you will land. It is very personal and intimate, and it is the most humble of all their records.

“It’s the difference between singing a solo at a stranger’s grave as a child and singing one at your own mother’s funeral.”

domingo, 20 de outubro de 2019

sábado, 19 de outubro de 2019

insípido



Ainda, mais ou menos.

http://insipidolevacento.blogspot.com

terça-feira, 15 de outubro de 2019

cosmos

E se o mundo for um bonito acaso?

sábado, 12 de outubro de 2019

a felicidade é

. Parque Interpretativo da Lagoa Pequena
. Casa da água de 1770, e o seu poço
. Pegadas da Pedra da Mua (sem sucesso, desta vez)
. Cabo Espichel
. O faroleiro do Cabo Espichel
. O farol do Cabo Espichel a funcionar com o sol a pôr-se e a lua cheia ao lado

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

domingo, 6 de outubro de 2019

jackpot

Já chegaste
Já cegaste
(também já achaste)

- o prémio agora é viver assim.

a minha vida numa acção

Sim, eu sou essa pessoa, à beira de uma nacional, à espera que os semáforos abram para passar a passadeira.

é isso

I don’t like myself very much, so i try not to observe myself too often. I made a documentary once entitled Talking Heads. I asked people two questions: “Who are you” and “What do you want?” Afterwards, I asked myself those questions. I realized that I didn’t have any answers. I don’t know who I am, and I don’t know what I want. If anything, I’d like some peace and quiet, but I’ve never achieved it, and I probably never will. So I will never have what I really want.

Krzysztof Kieslowski

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

dois

um

dedicatória

Sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam.
É um dia e uma janela.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

aprendamos isto de uma vez por todas

Há demónios que não são nossos.
De nada.

domingo, 29 de setembro de 2019

consagração

É pelos cantos que sobram passos.

nascer duas vezes

Caminhando sobre o fio da lâmina
forçoso é que desças ao sepulcro.
Mas se te inflama a ideia 
de seres duas vezes nascido
arma-te da lira
para enterneceres as sombras.

Natália Correia

greta thunberg e josé alves

Cientista arrasa a parte do estudo sobre impacto no habitat das aves 
Investigador entregou, por iniciativa própria, parecer que denuncia "ataque gritante" à conservação da avifauna em áreas protegidas e que terá consequências que vão além do estuário do Tejo 
Deficiente, desactualizado e, pior do que isso, minado de erros graves - esta é a conclusão de um cientista da Universidade de Aveiro sobre o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do novo aeroporto do Montijo. José Alves, investigador especializado no estudo de aves que já publicou vários artigos científicos em revistas prestigiadas como a 'Nature' ou a 'Science', entregou no passado dia 18, quase no final do prazo de consulta pública, um detalhado e demolidor parecer sobre o projecto que acredita que deve ser inviabilizado. Segundo conclui, o EIA não faz uma avaliação actual nem correcta dos possíveis efeitos deste projecto nas aves que vivem (ou apenas passam) nas áreas protegidas (Reserva Natural do Estuário do Tejo e Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo). 
A avifauna é apenas uma das frentes avaliadas pelo EIA do Montijo. É o "anexo 6", nota José Alves, que assina o parecer que espera que sirva para que a Agência Portuguesa do Ambiente emita uma declaração desfavorável ao projecto. Os dados e conclusões do EIA sobre as aves baseiam-se numa mera "recolha de informação bibliográfica, muito dela desactualizada e não disponível para a vasta maioria das espécies", denuncia o investigador da Universidade de Aveiro.
Um exemplo: os dados de distribuição e abundância das aves nestes locais foram recolhidos há dez ou quinze anos e não foram sequer validados. As fontes de informação (e respectivas datas de recolha de dados) são expressamente assumidas no EIA, bem como ali se admite a falta de informação para muitas espécies ou sobre eventuais factores de perturbação.
Depois, prossegue o cientista, há ainda erros na aplicação do modelo de perturbação das aves (por ruído) à situação prevista para o aeroporto do Montijo. No EIA, a estimativa apoiou-se num estudo que analisou os efeitos de um ruído emitido durante três segundos, o que claramente não vai corresponder à realidade. Falta também prever os efeitos mais abrangentes das rotas dos aviões a descolar e a aterrar nas zonas de alimentação e refúgio. O resultado são estimativas "muito duvidosas e até erradas". No que se refere a medidas de compensação, o EIA refere apenas a possibilidade da "beneficiação de habitat em zonas de refúgio". É preciso muito mais do que isso, diz José Alves, sublinhando que o documento se limita a considerar (e com erros e falhas) duas ameaças à avifauna: a perturbação pelo ruído e a mortalidade por colisão de aeronaves.
A responsabilidade do rigor 
Temendo o pior, o cientista pede pelo menos que, "caso, ainda assim, o projecto avance", seja elaborado um estudo mais detalhado e rigoroso para a adopção de medidas de mitigação ou compensação que possam responder, de facto, aos estragos causados. "Uma avaliação inadequada resultará em medidas de mitigação ou compensação que ficam aquém do impacto real causado pelo projecto", avisa.
O parecer de José Alves, investigador no Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro, não foi encomendado por ninguém. "Este parecer nasce da minha própria iniciativa como membro da sociedade civil preocupado com o sexto evento de extinção em massa que actualmente vivemos e que tem origem na acção humana. Mas também pela minha responsabilidade profissional como investigador sobre o rigor técnico-científico na área da ecologia e os efeitos de um projecto desta natureza para a conservação da biodiversidade", justifica.
O cientista estudas as aves migradoras há 15 anos do estuário do Tejo, mas também no Árctico e África Ocidental. "Um ataque tão gritante à sua conservação (consagrada na lei) não pode ser assente apenas em decisões políticas que se prendem com a ideia de que o crescimento económico justifica tudo." É possível e desejável fazer diferente neste caso, acredita José Alves. " É possível estimar de forma mais rigorosa os impactos", sublinha, apresentando no seu parecer vários dados actuais.
E as consequência, diz, prometem um longo alcance. "Mais do que a perda da biodiversidade local, como se trata de um estuário com grandes concentrações de aves migradoras, os impactos terão repercussão muito para além do estuário do Tejo e serão sentidos ao longo da rota migratória do Atlântico Leste, da qual este estuário é uma peça fundamental", diz o cientista. É que, explica, há muitas aves migradoras que se reproduzem no Norte do continente europeu e americano, incluindo no Árctico, que usam o estuário do Tejo como local de "invernada". E há outras ainda que migram até África Ocidental e que fazem do estuário do Tejo um ponto de abastecimento nas suas migrações. "Se esta peça do puzzle deixa de cumprir a sua função de 'porto de abrigo', estas aves correm o risco de não conseguir completar as suas migrações anuais, com potenciais implicações na dinâmica global desta espécies."
José Alves nunca viu nada assim. "Desconheço que exista um projecto desta envergadura no limite de uma área protegida e com impactes tão assinaláveis dentro de áreas protegidas a nível nacional e internacional." No entanto, admite que a tentativa não é inédita. "Conheço tentativas noutros países para a elaboração de projectos de grande dimensão com impactos previstos em espécies e/ou habitats com estatuto legal de protecção e que foram chumbados, prevalecendo a aplicação da lei."


Artigo de Andrea Cunha Freitas,
para o Jornal Público de 20 de Setembro 2019

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

para o bom e para uma mau, uma frase feita

Sometimes things are exactly as they seem, that’s all.
Charles Bukowski

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

chama-se: coração

Escrevo muito sobre comboios.
Há uma explicação para isto.

domingo, 15 de setembro de 2019

etéreo

A terra treme quando o comboio passa
e se há coisas que não se explicam
são estas

- as que já não cabem sozinhas
por entre as mãos.

~



(com dedicatória de volta)

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

terça-feira, 10 de setembro de 2019

a preferida

Angel Olsen’s songs made people cry. Now she wants them to swoon

r f

Até já, Robert Frank.

domingo, 8 de setembro de 2019

que ninguém vê

-



Do Mike Mills, pois.

terça-feira, 3 de setembro de 2019

estudos do meio, pt 2

Um fósforo não é um gatilho.

> cansei de ser sexy

> cansei de ser sexy

esta pergunta podia ter sido minha, mas foi da mel

How do you forgive somebody whom you love very much but has done something truly terrible? 
MEL, TRENTON, USA


Dear Mel,
Forgiveness is a form of self-rescue that goes, at times, against our very nature. Forgiveness can prevent us from becoming the living definition of the injury that has been inflicted upon us - from being consumed by anger, pain, resentment and bitterness. But how difficult it is to sometimes forgive; how unfair it seems to reward offence with compassion. Yet, despite our intuitions, despite the seeming insanity of the enterprise, we must try, because forgiveness can be the way to self-preservation. Forgiveness is an act of self-love where the malignancy you have endured can become the motivating force that helps enlarge the capacity of the heart. 
How to forgive the unforgivable? Now there is a question. Sometimes we feel the crime is such a violation, and so egregious, that it is beyond absolution - but the struggle to forgive is where it can find its true meaning. Even the attempt to move toward forgiveness allows us the opportunity to touch the borders of grace. To try is an act of resistance against the forces of malevolence - a form of defiant grace. 
There are some who have found ways to forgive all manner of horrors and we look at them with awe. In Michigan, recently, a mother stood in court and told the murderer of her 17-year-old son. “I forgive you from the bottom of my heart. I pray for you as a mother. You are a child to me.” The mother of one of the victims of the Manchester bombing also publicly forgave the murderer of her child. These are forms of defiant grace, by people who refuse to be bowed by the malevolence of the world, and who rise to heights of compassion way beyond the reach of most of us, their acts of forgiveness a saintlike mixture of beauty, lunacy and courage. 
So, Mel, how do you forgive the one you love for doing something truly terrible? I would try to see the idea of forgiveness as an act of insubordination, a non-compliance to the forces of malevolence, a recognition that you will not be defined by the offence that has been inflicted upon you. See forgiveness as a gift, not to the person who has committed the injury, but to yourself, in the form of self-protection. The sooner you start the process, the less time you may spend imprisoned by resentment and bitterness, hopefully moving toward a more resilient self. To try and fail is in itself a form of betterment. There are times forgiveness is beyond us but still we must reach, still we must strive. 
Love, Nick

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

a quem esteja pelas ilhas

as árvores deixam morrer os ramos mais bonitos, pelo colectivo João Leão, Patrícia Moreira, Sílvio Vieira e Sofia Fialho, uma co-produção Arquipélago — Centro de Artes Contemporâneas e Festival Temps d’Images

estação de metro do parque: para pensar



Estas imagens são símbolos e representam ideias maiores que elas próprias.



A estação de metro do Parque*, em Lisboa, é das minhas favoritas. Por circunstância de espera, tive oportunidade de ver com atenção a estação e percebê-la melhor. Deixo aqui o registo de.



*A estação de metro do Parque, (Linha Azul), aberta ao público em 1959, tem projecto dos arquitectos Keil do Amaral e Falcão e Cunha, sendo o revestimento azulejar de Maria Keil. A composição artística criada pela pintora para esta estação é composta por triângulos brancos, verdes, castanhos e pretos. O módulo base, que ocupa um ou dois azulejos, produz um efeito de escala, dando a sensação de existirem vários planos a profundidades diferentes. No âmbito do Plano de Expansão da Rede, que decorreu entre 1994 e 1999, esta estação foi submetida a uma valorização estética, preservando todo o aspecto arquitectural original bem como o revestimento de azulejos, limitado apenas ao átrio de entrada da estação. O restante espaço foi objecto de uma intervenção plástica de grande porte, em azulejos e esculturas, da autoria das artistas plásticas Françoise Schein e Frederica Matta. Os Direitos do Homem e a Expansão e Descobrimentos Portugueses foram as temáticas escolhidas por Françoise Schein para decorar a estação do Parque. Encontramos neste espaço, em azulejo, a inscrição dos 30 artigos da Declaração Universal dos Direitos do Homem, promulgada pelas Nações Unidas em 10 de Dezembro de 1948, e os mapas e rotas que os portugueses trilharam na sua epopeia além fronteiras. Fortemente influenciada pelo tom dos azulejos da Galeria dos Reis do Palácio Fronteira, a artista optou pelo azul-cobalto como cor dominante de todo o espaço a decorar, e por recorrer às fábricas de cerâmica Viúva Lamego e Rugo, para pintar e serigrafar os azulejos. Ao longo dos dois lanços de escadas rolantes, os passageiros podem, ainda, apreciar paredes revestidas com azulejos de um azul profundo, pontilhado por esculturas ao nível das abóbodas em alternância com frases de escritores, poetas e filósofos. Propriedade do Metropolitano de Lisboa. Fotografias de Paulo Cintra/Laura Caldas, Arnaldo Sousa e José Carlos Nascimento, datadas de 1980, 1994 e 1995.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

*

domingo, 25 de agosto de 2019

lá fora, cá dentro

Finalmente vi luz.
Já não me lembrava.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

estudos do meio

Ninguém nos disse para apontarmos para o céu
Ninguém proferiu as palavras 'por favor'
Até para isso são precisos dois
E eu já não sei contar

Vou dormir
Nada é mais transversal que a noite.

domingo, 18 de agosto de 2019

a lamechice é uma parvoíce pegada



Acabei de encontrar isto nos confins do computador com a data de 31 de Janeiro de 2011.
A lamechice continua a ser uma parvoíce pegada, ou não - para bem dos meus pecados.
Não me lembrava disto. Nunca viu a luz do dia, vê agora.

sábado, 17 de agosto de 2019

> cansei de ser sexy

the wind rises



The Wind Rises (2013), Hayao Miyazaki

*versão em inglês

17 agosto 2019

Hoje é dia Internacional do Animal Abandonado.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

adenda



Broken Porcelain Sculpture

© Bouke De Vries


Even if you are broken you still can be a piece of art in another form.
Rasha Kamil

> relicário



Mamma Photo Bomber, 2014

© Tony Luciani

> relicário



© Ossian Brown

terça-feira, 13 de agosto de 2019