receita para

No comboio, a forma como as pessoas olham pela janela; dou por mim a avaliar esta simbiose entre o observador e a paisagem. O que vou escrever de seguida parecerá distante deste raciocínio, mas não é: somos todos, todos sem excepção, fruto do melhor que os nossos pais, educadores, progenitores, conseguiram. Deram o seu melhor, e adivinhemos, sem saber bem como. Não há nenhuma fórmula. Andamos todos por aqui sem saber como, e porquê, e quando, e todas as questões do mundo que nunca serão suficientes, como todo o amor do mundo não foi suficiente, canta A Naifa. No entanto, avançamos, como mineiros em grutas escuras, sem ter aprendido a apontar a lanterna em frente. Sem medo(s), observamos a paisagem languidamente, contudo, ávidos por mais. Pelo quê? Não sabemos.